Planos concretos

#1

Estamos em maio, não existem recursos, um monte de políticas públicas de cultura, educação e ciência vêm sendo dilaceradas a cada dia. O que vamos fazer em junho? Eu estarei passando por grandes transformações na vida… Minha disponibilidade de tempo e atenção será muito menor do que eu imaginava, mas cada segundo que tiver vai ser em ritmo de despedida. Tem algumas coisas que eu quero fazer em junho:

  • Uma oficina (ou mais de uma) mão na massa com materiais eletrônicos disponíveis. Podemos chamar de eletrônica artesanal, reuso remanufatura de eletrônicos, #metareciclagem, gambiarra com elétrons ou o que quisermos. A ideia é mostrar que os equipamentos que a gente não usa mais ainda têm potencial pra ser usados, transformados em outras coisas ou até gerar receita. Quero oferecer isso também para a cooperativa Coco & Cia para ajudar a pensar na separação e valorização do resíduo eletroeletrônico. @Marcelo @Chapexs @Sofia_Galvao vamos? Ninho, na semana do dia 10/06?
  • Uma conversa sobre sobrevivência e abundância, talvez no sábado 14/06 no Menino e o Mar, na praia do Estaleiro. Começar no meio da manhã, uma conversa aberta e cadenciada enquanto preparamos coletivamente uma refeição para todxs que chegarem. @Neos, vamos?
  • Uma oficina de construção de pequenas embarcações, também no Menino e o Mar, junto com o Coletivo Neos e outros interessados. Quem mais se interessa?

Outras ideias? Colem aqui embaixo.

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#2

Estação meteorológica no terraço do ninho? @drilippi @Sofia_Galvao @Marcelo @Chapexs?

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#3

Salvem!
Dia 14/6 ok
que tal no dia 15 domingo o processo do barco?
Temos na gaveta o projeto de construção do Semidory 11, que iniciará um processo de aproximação das famílias aos saberes náuticos e conservação dos ecossistemas aquáticos.

Barco a vela e a remo que pode ser construído em 30 horas com compensado naval, depois resinado. Pode ser construído em 2 fases. Construção em madeira e Glass (resinagem). A construção em madeira pode ser feita em um só dia, ainda mais se já deixarmos as madeiras previamente cortadas.

Podemos fazer umas maquetes com as crianças, como opção mais pratica enquanto se monta o barco de tamanho natural.

Custo da fase de madeira: aproximadamente R$ 550,00
Pensamos em construir uma série de embarcações, sendo financiadas cada uma por 2/3 famílias que participariam do processo de construção, tendo a embarcação disponível para seu lazer, mantida em nossa sede.
O que precisamos:
1 fazer uma maquete entre nós primeiramente.
2 Alguém com manualidade em madeira (Penino está disponivel)
3 puxar a instalação elétrica em nosso pavilhão do peixe, (falta a fiação do poste até a estrutura ± 100m),
4 ja temos o maquinário.

Semidory11

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#4

@felipefonseca , gostaria de participar e contribuir com a conversa no Menino e o Mar, já que o tema “sobrevivência e abundância” surgiu a partir de uma extensa conversa nossa para o Paralelo 2019. Para mim seria melhor que esse encontro acontecesse no sábado, pois na sexta tenho compromissos em SP que não poderia cancelar. Se não me engano, sábado seria dia 15/6, não?

#5

dia 15 funciona tambem… quanto mais a gente concentrar a programacao na primeira parte do dia melhor. entre os dias 13 e 15, tambem vai estar roland o festival de cinema de surf, e pode ser bem complementar.

#6

ooops, desculpem. tem razao @gisela_domschke, dia 15/06 e um sabado. adorei saber que voce quer vir. podemos fazer entao no sabado a conversa e compartilhar comida; e no domingo concentrar no mao na massa? que acha, @Neos?

#7

que acham de convidarmos para a conversa algumas pessoas das comunidades de caiçaras, quilombolas, e indígenas?

#8

Compartilho aqui o esboço que haviamos apresentado para a Secretaria do Meio Ambiente. Acho que agora, como estamos sem recursos, podemos ir com algo mais simples, talvez focando no tema 3: Troca de conhecimento de culturas tradicionais.
A refeição talvez pudesse ser a partir de culinária local e PANC?

Ciência Comum

Discussão sobre a conservação e uso sustentável dos oceanos, mares e recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável; bem como o manejo sustentável das florestas, visando deter e reverter a degradação da terra e deter a perda de biodiversidade; as oficinas têm como objetivo de envolver as comunidades tradicionais locais em uma discussão com pesquisadores e organizações ambientais sobre caminhos para o desenvolvimento sustentável da região, fortalecendo as ações de preservação que essas comunidades vêm oferecendo na região.

Turismo sustentável

Discussões sobre o ecoturismo, atividade turística que utiliza, de forma sustentável, o patrimônio natural e cultural, incentiva sua conservação e busca a formação de uma consciência ambientalista através da interpretação do ambiente, promovendo o bem-estar das populações (MICT; MMA, 1994)

  • Solange Barbosa - Rota da Liberdade
  • Rafael Fernandes - Soul Nativo + Turisol
  • Zé Pedro - História e dores do Quilombo da Farinha
  • “O outro lado do ecoturismo – A mão de obra antes da prática”, Vânia Carrozzo, da ONG Bandeira Verde e Sala Verde de Ubatuba - foco: envolver a comunidade do entorno com os programas de uso público e educação ambiental do parque da Serra do Mar
  • Turismo de Base Comunitária - Representante indicado pelo Fórum de Comunidades Tradicionais

Troca de conhecimento de culturas tradicionais

Comunidades locais compartilham saberes tradicionais em oficinas práticas, exposição e venda de produtos, além de uma roda de discussão com pessoas na área de empreendedorismo social sobre possíveis caminhos a serem tomados para gerar mais valor a partir desses recursos, obter fundos de apoio para projetos, etc.

  • Feira da Rede Agroecológica Caiçara
  • Oficinas de culinária tradicional e PANCs (Mato no Prato, Vale do Paraíba)
  • Unisol Brasil (Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários)

Lixo e transformação de matéria

Ubatuba gasta R$ 20 milhões ao ano para exportar resíduo sólido. Quais são as
alternativas viáveis, e como construí-las?

  • Gilda Nunes - Associação Coco & Cia
  • Representante da Secretaria Municipal de Meio Ambiente

Reunião de trabalho da inc.ubalab

Designers, artistas, experts na economia colaborativa e representantes de organizações sociais discutem soluções para desafios específicos apresentados pelas comunidades locais. essas sessões terão o apoio remoto de participantes do Reino Unido e da Holanda do evento Paralelo que aconteceu em São Paulo em 2009. Articulada em parceria com a plataforma colaborativa inc.ubalab (http://inc.ubalab.org/)

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#9

Eu gostei de td q escreveram, mas acho mta coisa pra poucos dias…

Meu interesse maior seria de explorar as possíveis conexões entre a sucata eletrônica gerada e o reuso de componentes em espaços de aprendizagem de eletrônica, informática, etc…

#10

Massa demais, vamo que vamo! Eu me interesso muito pela ideia de montar uma estação meteorológica no Ninho. Nesse caso, posso contribuir com tempo de trabalho, pois no momento não teria como investir diretamente na aquisição dos materiais. A partir de 05 de junho eu estaria disponível pra me dedicar a isso. Posso também compartilhar a experiência do trampo lá no Simple Life, pois vou estar justamente finalizando essa imersão, a gente vai trabalhar com geração alternativa de energia, acho que tem tudo a ver. O tema sobrevivência e abundância muito me interessa! Sem dúvidas vou colar. Nas outras atividades posso ficar mais no acompanhamento…

#11

Legal. Acho que por enquanto podemos pensar no seguinte:

  • Uma programaçao mao na massa sobre eletronicos, reuso, geracao de energia, sensores, estacoes meteorologicas. 14/6, sexta, no salao do ninho. Junto com @Marcelo, @Chapexs, @Sofia_Galvao, Cooperativa Coco & Cia, e quem mais se interessar. Temos outras parcerias que podem surgir, se alguma confirmar aviso aqui.
  • Uma serie/dinamica de conversas e exploracao de ideias sobre abundancia e sobrevivencia no 15/6, sabado, comecando de manha e se esticando ate um pedaco da tarde. Minha sugestao e fazer isso no Cafe Pagu, vou conversar com o Juan a respeito. Participaremos eu, @gisela_domschke, @Neos e quem mais se interessar. Vou convidar representantes do FCT/OTSS. NL Ubatuba da FairCoop seria bem vindo aqui tambem, @Marcelo e @Chapexs.
  • Pontape inicial da construcao de pequenas embarcacoes no Menino e o Mar, junto com Coletivo Neos, na Praia do Estaleiro. Quem mais cola?

Mais sugestoes?

#12

Tá ficando lindo, tomando forma! No caso, essa atividade das embarcações em O Menino e o Mar seria no domingo 16/06? Me interesso em colar…

#13

Eu estarei viajando por trabalho ente o 6/6 e 16/6…

#14

Pagú topa qualquer coisa que vcs propuserem. Portas abertas

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#15

E já que estamos aqui, superada a porra do robô que me deu as boas vindas, gostaria de propor uma conversa específica sobre a Ilha dos Pescadores, núcleo tradicional ignorado, totalmente urbano, e ameacadissimo pela dobradinha involuntária formada pela especulação imobiliária e o ambientalismo…

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#16

Considerando o estado das coisas, acho que podemos estender o papo para o contexto nacional, e não apenas local. O que acham?

“COMUNICADO DOS EX-MINISTROS DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE

São Paulo, 8 de maio de 2019

Em outubro do ano passado, nós, os ex-ministros de Estado do Meio Ambiente, alertamos sobre a importância de o governo eleito não extinguir o Ministério do Meio Ambiente e manter o Brasil no Acordo de Paris. A consolidação e o fortalecimento da governança ambiental e climática, ponderamos, é condição essencial para a inserção internacional do Brasil e para impulsionar o desenvolvimento do país no século 21.

Passados mais de cem dias do novo governo, as iniciativas em curso vão na direção oposta à de nosso alerta, comprometendo a imagem e a credibilidade internacional do país.

Não podemos silenciar diante disso. Muito pelo contrário. Insistimos na necessidade de um diálogo permanente e construtivo.

A governança socioambiental no Brasil está sendo desmontada, em afronta à Constituição.

Estamos assistindo a uma série de ações, sem precedentes, que esvaziam a sua capacidade de formulação e implementação de políticas públicas do Ministério do Meio Ambiente: entre elas, a perda da Agência Nacional de Águas, a transferência do Serviço Florestal Brasileiro para o Ministério da Agricultura, a extinção da secretaria de mudanças climáticas e, agora, a ameaça de descriação de áreas protegidas, apequenamento do Conselho Nacional do Meio Ambiente e de extinção do Instituto Chico Mendes. Nas últimas três décadas, a sociedade brasileira foi capaz, através de sucessivos governos, de desenhar um conjunto de leis e instituições aptas a enfrentar os desafios da agenda ambiental brasileira nos vários níveis da Federação.

A decisão de manter a participação brasileira no Acordo de Paris tem a sua credibilidade questionada nacional e internacionalmente pelas manifestações políticas, institucionais e legais adotadas ou apoiadas pelo governo, que reforçam a negação das mudanças climáticas partilhada por figuras-chave da atual administração.

A ausência de diretrizes objetivas sobre o tema não somente tolhe o cumprimento dos compromissos assumidos pelo Brasil, comprometendo seu papel protagônico exercido globalmente, mas também sinaliza com retrocessos nos esforços praticados de redução de emissões de gases de efeito estufa, nas necessárias ações de adaptação e no não cumprimento da Política Nacional de Mudança do Clima.

Estamos diante de um risco real de aumento descontrolado do desmatamento na Amazônia. Os frequentes sinais contraditórios no combate ao crime ambiental podem transmitir a ideia de que o desmatamento é essencial para o sucesso da agropecuária no Brasil. A ciência e a própria história política recente do país demonstram cabalmente que isso é uma falácia e um erro que custará muito caro a todos nós.

É urgente a continuidade do combate ao crime organizado e à corrupção presentes nas ações do desmatamento ilegal e da ocupação de áreas protegidas e dos mananciais, especialmente nos grandes centros urbanos.

O discurso contra os órgãos de controle ambiental, em especial o Ibama e o ICMBio, e o questionamento aos dados de monitoramento do INPE, cujo sucesso é auto-evidente, soma-se a uma crítica situação orçamentária e de pessoal dos órgãos. Tudo isso reforça na ponta a sensação de impunidade, que é a senha para mais desmatamento e mais violência.

Pela mesma moeda, há que se fortalecer as regras que compõem o ordenamento jurídico ambiental brasileiro, estruturadas em perspectiva sistêmica, a partir da Lei da Política Nacional do Meio Ambiente de 1981. O Sistema Nacional de Meio Ambiente precisa ser fortalecido especialmente pelo financiamento dos órgãos que o integram.

É grave a perspectiva de afrouxamento do licenciamento ambiental, travestido de “eficiência de gestão”, num país que acaba de passar pelo trauma de Brumadinho. Os setores empresarial e financeiro exigem regras claras, que confiram segurança às suas atividades.

Não é possível, quase sete anos após a mudança do Código Florestal, que seus dispositivos, pactuados pelo Congresso e consolidados pelo Supremo Tribunal Federal, estejam sob ataque quando deveriam estar sendo simplesmente implementados. Sob alegação de “segurança jurídica” apenas para um lado, o do poder econômico, põe-se um país inteiro sob risco de judicialização.

Tampouco podemos deixar de assinalar a nossa preocupação com as políticas relativas às populações indígenas, quilombolas e outros povos tradicionais, iniciada com a retirada da competência da Funai para demarcar terras indígenas. Há que se cumprir os preceitos estabelecidos na Constituição Federal de 1988, reforçados pelos compromissos assumidos pelo Brasil perante a comunidade internacional, há muitas décadas…

O Brasil percorreu um longo caminho para consolidar sua governança ambiental. Tornamo-nos uma liderança global no combate às mudanças climáticas, o maior desafio da humanidade neste século. Também somos um dos países megabiodiversos do planeta, o que nos traz enorme responsabilidade em relação à conservação de todos os nossos biomas. Esta semana a Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES), considerada o “IPCC da biodiversidade”, divulgou o seu primeiro sumário aos tomadores de decisão, alertando sobre as graves ameaças que pesam sobre a biodiversidade: um milhão de espécies de animais e plantas no mundo estão ameaçadas de extinção.

É urgente que o Brasil reafirme a sua responsabilidade quanto à proteção do meio ambiente e defina rumos concretos que levem à promoção do desenvolvimento sustentável e ao avanço da agenda socioambiental, a partir de ação firme e comprometida dos seus governantes.

Não há desenvolvimento sem a proteção do meio ambiente. E isso se faz com quadros regulatórios robustos e eficientes, com gestão pública de excelência, com a participação da sociedade e com inserção internacional.

Reafirmamos que o Brasil não pode desembarcar do mundo em pleno século 21. Mais do que isso, é preciso evitar que o país desembarque de si próprio.

Rubens Ricupero
Gustavo Krause
José Sarney Filho
José Carlos Carvalho
Marina Silva
Carlos Minc
Izabella Teixeira
Edson Duarte

#17

19 maio:

Serpentine Galleries present the third instalment of this year-long symposium and research project, presented as part of the General Ecology project. The Shape of a Circle in the Mind of a Fish with Plants brings together scientists, anthropologists, artists and theologians around plant sentience, plant intelligence, communication with the vegetal world and forms of mysticism and healing. Participants include artists Saelia Aparicio , Antoine Bertin , Vivian Caccuri , Kapwani Kiwanga and Tabita Rezaire , film theorist Teresa Castro , theologian Amy Hollywood , ​Natural History Museum curator Miranda Lowe , Kew Gardens horticulturist Carlos Magdalena , political philosopher Michael Marder , anthropologist Natasha Myers , biocultural historian Kim Walker , sound recordist Chris Watson (presenting a new commission), writer Elvia Wilk and more… Please click ‘Read More’ for the full programme .

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